ESCOLA DA CIDADANIA 2012. INSCRIÇÕES ABERTAS GRATUITAS FAÇA SUA INSCRIÇÃO até 02 de março de 2012
INICIO DIA 02 DE MARÇO. CONVIDADO PARA O PRIMEIRO ENCONTRO DIA 02 DE MARÇO ÀS 19H30 EX-Ministro da Educação Professor Fernando Haddad Local: Salão da Igreja São Francisco Rua Miguel Rachid 997 – Ermelino Matarazzo Garanta sua vaga! É gratuito. Os temas propostos para o primeiro semestre de 2012 que poderão ser alterados conforme a agenda dos convidados. Serão entregues CERTIFICADOS aos presentes em 80% das aulas que acontecerão toda sexta-feira às 20h no Salão da Igreja São Francisco de Assis, Rua Miguel Rachid 997 – Ermelino Matarazzo. FAÇA SUA INSCRIÇÃO GRATUITA AGORA PELO LINK (basta clicar no link) www.dpdphp.epm.br/acad/siex/index.htm OU CLIQUE AO LADO ESQUERDO EM INSCRIÇÃO UNIFESP. Informações pelo email vozdacomunidade@uol.com.br VEJA PROGRAMA DA ESCOLA DE CIDADANIA 2012 ABAIXO
Escrito por Escola de Cidadania às 18h02
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PROGRAMA DA ESCOLA DE CIDADANIA MARÇO E ABRIL 2012. MARÇO – 2012 | DIA | T E M A | 02 | Cidadania e Educação / Anel Universitário de São Paulo (Convidado Ex-Ministro da Educação Prof Fernando Haddad) | 09 | Violência Contra a Mulher | 16 | Papel das Universidades | 23 | Religião e Política | 30 | Partidos Políticos e Plano de Metas (17/03 - fecha plano de metas) |
ABRIL – 2012 | DIA | T E M A | 06 | Feriado – Sexta-Feira da Paixão (não haverá encontro) | 13 | Cultura e a Zona Leste | 20 | Mobilidade e Habitação | 27 | ONGs e Poderes Públicos |
Escrito por Escola de Cidadania às 18h02
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PROGRAMA DA ESCOLA DE CIDADANIA MAIO E JUNHO 2012. MAIO – 2012 | DIA | T E M A | 04 | Trabalho na Zona Leste | 11 | Código Florestal | 18 | Infraestrutura na Zona Leste | 25 | Estatuto da Juventude |
JUNHO – 2012 | DIA | T E M A | 01 | Enchentes / Áreas de Risco | 08 | Emenda de Feriado – Corpus Christi (não haverá encontro) | 15 | Imigração dos Latinos Americanos | 22 | Uso dos Agrotóxicos | 29 | Ministério Público / Defensoria Pública |
Escrito por Escola de Cidadania às 18h01
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Curso Direcionado aos Profissionais de Creches Início dia 02 de outubro Horário: das 10h às 18h Carga Horária: 40 horas Temática: cuidados com segurança/prevenção, manuseio e preparo de alimentos, manutenção do espaço físico, cuidados diretos com as crianças, etc. Dias dos cursos: todos os domingos de outubro Inscrições no dia do curso, no local Local: Casa da Terceira Idade Tereza Bugolin Rua Primavera da Vida, 1b Vila Paranaguá, Ermelino Matarazzo (ao lado da Igreja São Francisco) Ao final do curso, os alunos com freqüência de ao menos 75% serão certificados pela UNIFESP VAGAS LIMITADAS
Escrito por Escola de Cidadania às 08h52
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ENCONTRO SOBRE OS CURSOS de EXTENSÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA ZONA LESTE Nesta sexta-feira, dia 30 de setembro às 20h, Local: Rua Miguel Rachid, 997, Ermelino Matarazzo, Salão da Igreja São Francisco. A UNIFESP (UNIVERSIDADE FEDERAL DA ZONA LESTE) está implantando os CURSOS DE EXTENSÃO em 2011, 2012, 2013... A sua participação é decisiva para se avançar na IMPLANTAÇÃO DAS EXTENSÕES Para maiores informações, abaixo a relação dos articuladores de cada curso de extensão. 1. Cursinho Pré-vestibular Ademir G. Peres: ademir_peres@yahoo.com.br Maria de Fátima: c.kolping@uol.com.br 2. Prevenção/assistência a dependentes químicos Maria Sebastiana: msebastiana@yahoo.com.br Diogo Alves: diogo_alves_d@hotmail.com 3. Trabalho com a população idosa Marisa do Carmo: mccadm@terra.com.br Elci Rodrigues: elciconselheiradasaude@hotmail.com 4. Observatório de Políticas Públicas Professor Valter: valteracosta@uol.com.br Tião Soares: tião@ftas.org.br 5. Jovens – Primeiro Emprego Renato Nogueira: rnogueira@aps.santamarcelina.com André Lássio: institucional@ceatbrasil.org.br 6. Arte e Teatro Thiago S. Nascimento thiago_snascimento@hotmail.com 7. Prevenção de violência contra a mulher, o idoso e a criança Maria Aglais Oliveira: aglaisoliveira@terra.com.br Elizabeth Rodrgieus: elizrodri3@yahoo.com Jânia M. Nogueira: janmarcondes@gmail.com 8. Controle/qualidade dos alimentos: Antonio Timóteo: timoteopt@click21.com.br 9. Capacitação para membros de Conselhos Tutelares: Marcos A. Cunha: marcoscunhapsico@terra.com.br / Estefânia Rodrigues: stefany-veiga@yahoo.com.br 10. Plataforma de Tecnologia Social: Professor Valter: valteracosta@uol.com.br / Tião Soares: tião@ftas.org.br 11. Trabalho com Deficientes: Marlene de Paula: acdemiv@yahoo.com.br Maria da Paz: pazduda.acdem@yahoo.com.br 12. Economia Solidária: Renato S. Martins: renatoatipa@hotmail.com Maria de Fátima: c.kolping@uol.com.br 13. Capacitação Professores Ens. Fundamental/Médio: Samanta Neves: samantha.neves@acaoeducativa.org 14. Comunicação: Mauro Proença: promauro@gmail.com Lúcio Rogério: lucio.strego@gmail.com 15. Esportes Edu: edudapadaria@hotmail.com Jorge: mascedo@ig.com.br 16. Meio Ambiente Gisele Batista: gisele.b@ig.com.br Por Luís França franca-luis@uol.com.br
Escrito por Escola de Cidadania às 10h05
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Conhecendo o Ministério Público 
Dr Eduardo Ferreira, Coordenador do Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado de São Paulo esteve na ESCOLA apresentando a atuação desta instituição. Para melhor conhecimento e outras informações acesse o site do Ministério Público: www.mp.sp.gov.br 
| Direitos Humanos | COORDENADORES Eduardo Dias de Souza Ferreira Mário Coimbra
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Com a criação do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Cíveis e de Tutela Coletiva, pelo Ato Normativo nº. 533-PGJ, de 29 de abril de 2008, que abrange as Promotorias de Justiça com atuação na defesa de interesses difusos, coletivos, individuais homogêneos e individuais indisponíveis, integrou-se na área de Direitos Humanos metas que estavam dispersas nas antigas áreas de atuação cível e da cidadania. Assim, Direitos Humanos que, por afirmação histórica, caracteriza-se e pela complementaridade e interdependência abrange, na área cível, a defesa do idoso, da pessoa com deficiência, saúde pública e dentro desta o transtorno mental, inclusão social e o zelo pelo efetivo respeito dos poderes Públicos e dos serviços de relevância aos direitos assegurados na Constituição da República, atuando como órgão auxiliar da atividade funcional do Ministério Público, o exercício de atividades indutoras da política institucional. |
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Escrito por Escola de Cidadania às 12h20
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Processo de Criação da Conferência Livre de Cultura Venha participar dos Encontros de Preparação. Objetivos: - Elaborar projeto da zona leste traçando propostas para a execução das políticas públicas de cultura (criar o "SUS" da Cultura) - Apontar demandas para influenciar no próximo PLANO DE METAS - Apoiar as diversas lutas dos movimentos ligados à cultura na Zona Leste. A região carece das casas de cultura, dos pontos de cultura, de centros culturais, etc. APOIO A TODAS AS LUTAS POR CULTURA NA ZONA LESTE. Abaixo segue o convite - repasse aos amigos. Compareça.
PRÉ-CONFERÊNCIA LIVRE DE CULTURA Preparando a Conferência Livre de Cultura da Zona Leste Sábado, 17 de setembro às 9h30 Se você é artista, produtor, entusiasta, morador, liderança, sonhador, militante social ou simplesmente acha que cultura vale a pena, então compareça e apresente sua proposta. Pratique a Cultura de lutar por CULTURA. LOCAL: CDC Tide Setúbal Rua Mário Dallari, 170 - CEP.: 08021-580 São Miguel PaulistaAltura do nº 2.600 da Av. Marechal Tito.
Escrito por Escola de Cidadania às 21h20
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IMPORTANTE, uma retificação do Professor Chico Whitaker: Luis, gostei muito de estar com vocês ontem à noite. Belo trabalho vocês estão fazendo. E o Felipe me trouxe rapidinho aqui para casa (confesso que se tivesse ido com meu carro nunca teria chegado, tanta mudança houve ai por esses lados...). Mas lhe escrevo para dizer que acho que ontem dei o nome errado do site do Fórum de São Paulo. Faltou o br no final, o certo é www.forumsocialsp.org.br. Dá para avisar a todos? Havia tanta gente interessada (inclusive em carregar o piano...) que seria pena que não conseguissem abrir o site. Abração do Chico Whitaker
Escrito por Escola de Cidadania às 13h26
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Quem é este tal de Chico Whitacker? 
(Texto lido na cerimônia de outorga do Prêmio da Fundação por uma Vida Justa - Prêmio Nobel Alternativo - em 8 de dezembro de 2006, no Parlamento Sueco, em Estocolmo) Meus caros amigos e amigas,
“Há muito mais gente do que se pensa, no mundo, querendo mudar as coisas. O que precisamos é multiplicar os modos e as ocasiões de nos unirmos”.
Fiz esta afirmação pela primeira vez em 1992, numa campanha eleitoral. Mas vinha construindo estas certezas desde muito tempo atrás. A primeira - somos muitos para mudar o mundo - foi sempre um estímulo para mim. A segunda – construir a união - um permanente desafio, carregado tanto de alegrias como de tristezas.
O prêmio que tenho hoje a honra de receber tem muito a ver com minha atual confiança na possibilidade de vencermos esse desafio. Se ele me foi concedido por todo o meu itinerário pessoal, seguramente pesaram bastante nessa decisão os últimos sete anos, em que participei intensamente do processo do Fórum Social Mundial, marcado exatamente pela busca da união de que precisamos. Não é por acaso que fui indicado para esse prêmio por indianos que participam desse processo.
Fui despertado para a questão social na década de 1950. Um teólogo abrira os olhos de minha geração de jovens estudantes católicos para o que seria uma das mais graves ofensas ao Deus-amor: a omissão diante da miséria e da opressão. Vivendo num país extremamente desigual - como até hoje é o Brasil – não podíamos senão tentar responder, de alguma forma, a essa provocação.
A tarefa era no entanto enorme – e continua sendo. No Terceiro Mundo são tantos e tantos os que vivem em condições subumanas! Em toda parte crescem as desigualdades, surgem novos ódios e novas guerras sempre brutais, grandes riquezas se acumulam concentradas em poucos paises e em poucas mãos. Está gravemente ameaçada a continuidade da vida na Terra. E tudo isso acontece ao mesmo tempo em que aumentam exponencialmente os conhecimentos e os instrumentos da humanidade para resolver esses problemas.
Essa contradição se explicou melhor para mim ao trabalhar num projeto de intercomunicação de experiências de luta contra a opressão pelo mundo afora, depois de ter sentido de perto a violência do golpe militar contra Salvador Allende no Chile. Percebi que o poder de que todos dispomos – muito ou pouco, em diferentes tipos e formas – pode ser exercido tanto para dominar como para servir. Para dominar mantemos a dependência de quem precisa dos recursos que controlamos. Ao mesmo tempo aumentamos esses recursos e nosso controle sobre eles. Para servir agimos de forma exatamente oposta: libertamos da dependência quem precisa desses recursos, fazendo com que acedam a eles com cada vez maior autonomia. O poder usado para dominar aumenta sempre, mas isola quem o detém. O poder usado para servir resulta na construção de outro tipo de poder: um poder-conjunto, compartilhado solidariamente por todos, maior do que o poder isolado que cada um de nós detinha.
Sem dúvida o poder-dominação se situa ainda no mundo da barbárie, uma vez que não hesita em usar a violência para se impor; enquanto o poder-conjunto, nascido do poder-serviço, se situa plenamente no processo civilizatório que, apesar de tudo, a humanidade vem vivendo. Mas infelizmente o que ainda prevalece nas relações entre os seres humanos é o exercício do poder-dominação, até entre os que lutam pela justiça: nas suas relações não é sempre que se constata a reciprocidade própria ao poder-serviço, mas sim a luta por hegemonia, própria ao poder-dominação.
Percebi com mais clareza, em seguida, como o dinheiro nos domina, chegando a nos escravizar. Sabemos todos como a humanidade o criou, ao longo de séculos, para facilitar nossas trocas, na interdependência inelutável em que vivemos. Ele acabou, no entanto, se libertando dos seus criadores. Mas não podia construir conosco nenhum poder solidário porque era unicamente um instrumento, impessoal e frio. Ao contrário, ganhando vida própria, o dinheiro aumentou sua autonomia e reduziu a nossa, tornando-se imprescindível para atendermos às nossas necessidades e até enfrentar nossos medos e angústias. Exigindo que o servíssemos para se acumular sempre mais, tornou-se central na atividade humana. Tudo, até a vida, passou a ter valor somente se pudesse ser medido e trocado por dinheiro. Seu poder foi se concentrando, tornando-se cada vez mais absoluto e mesmo cruel, e nos empurrando para a ganância e para a corrupção.
Sabemos todos também que o motor da acumulação do dinheiro é a lógica competitiva – uma competição sem tréguas que só termina com a submissão ou mesmo a eliminação do concorrente, como numa guerra. Ora, a dominação que o dinheiro exerce sobre nós fez com que sua lógica invadisse nossos comportamentos: estamos sempre nos enfrentando uns aos outros, na luta por obter o que precisamos ou queremos. Pior: essa lógica penetrou de forma insidiosa até na atividade política, que em principio existe para buscar o Bem Comum, embora tenha sido sempre marcada pela luta pelo poder. Nela se impôs, então, a competição permanente e a relação vencedor-vencido, própria ao poder-dominação, em vez da co-responsabilidade própria ao poder-serviço.
Ao começar a participar do processo do Fórum Social Mundial, dei-me conta da sua potencialidade para enfrentar essa lógica malsã. Ele foi criado como espaço aberto na busca de alternativas para a superação do capitalismo autoritário - hoje chamado de neoliberalismo - que estrutura a dominação e a exploração dos seres humanos pelo dinheiro. Mas a experiência da humanidade nas últimas décadas levantou, já de inicio, outras exigências: era preciso superar o capitalismo autoritário sem cair em totalitarismos ou novos tipos de autoritarismo. As frustrações políticas do século que terminava exigiam novos caminhos. Mais do que a simples democracia representativa, era preciso ampliá-la rumo a uma sociedade de cidadãos ativos, sujeitos solidários dos seus destinos pessoais e coletivos. Procurou-se então fazer com que os Fóruns criassem condições para essas buscas, substituindo, na sua dinâmica, a lógica competitiva pela lógica da cooperação, como valor básico de “um outro mundo possível”, e adotando, na organização das atividades que neles se realizassem, a horizontalidade própria às redes em vez das pirâmides que instauram a competição.
Nessa perspectiva foi formulada, depois do primeiro Fórum realizado em Porto Alegre em 2001, uma Carta de Princípios para orientar os seguintes. Fomos então convidados a multiplicar a auto-organização de espaços em que movimentos sociais, ONGs e sindicatos pudessem reconhecer-se mutuamente, superando barreiras e preconceitos e construindo uma sociedade civil que se assumisse como novo ator político, independente de governos e partidos. O que se esperava com isso era que tais espaços facilitassem a aprendizagem mútua na não-diretividade das relações, como escolas de novas práticas políticas em que a disputa, tradicional na ação política, fosse substituída por uma atitude de escuta, respeitosa da diversidade – valor igualmente fundamental numa sociedade nova. Passando a ser importante procurar a verdade contida nas posições dos outros, nossos desacordos poderiam então deixar de nos dividir para se tornarem uma base fecunda para construir consensos, identificar convergências e criar articulações para uma maior eficácia de nossas ações, na alegria da criação do novo. Tudo isto exigindo, naturalmente, profundas mudanças dentro de cada um de nós, num longo e permanente processo de reeducação na solidariedade e na resistência à dominação, que nos faria a todos mais felizes.
Com o surgimento, em todo o mundo, de Fóruns procurando, dentro do possível, realizar esses objetivos, fui me firmando na certeza de que se pode construir, por mais trabalhoso que seja, a união de que precisamos para mudar efetivamente o mundo.
Tenho que dizer muito obrigado a todos, familiares, amigos, companheiros, que me levaram a chegar a essa certeza e a me encontrar no dia de hoje entre os que criaram e asseguram a atuação da Fundação por um Modo Justo de Viver - não escravizado pelo dinheiro - e entre os demais premiados por ela por sua “coragem e esperança num mundo desesperado”. Acredito que posso agradecer também em nome de todos que se sentiram recompensados e estimulados pela outorga deste prêmio – entre os muitos deste mundo que “querem mudar as coisas”.
O que espero agora é poder colocar a visibilidade que me está sendo dada a serviço de um maior conhecimento e compreensão da grande aventura humana do Fórum Social Mundial, rumo ao “outro mundo possível”, que vem se tornando cada vez mais necessário e urgente. E peço a Deus energia para continuar participando deste esforço civilizatório, que tem ainda uma longa e difícil estrada pela frente.
Francisco (Chico) Whitaker Ferreira
Escrito por Escola de Cidadania às 15h36
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O Professor Ladislau Dowbor esteve na ESCOLA DE CIDADANIA onde ministrou palestra. Abaixo um texto do próprio professor retirado do site dele. 
Cultura e desenvolvimento local Ladislau Dowbor(abril.2011)
Antes de tudo, é preciso saber de que cultura falamos. Há uma visão estreita de cultura, no sentido ministerial, digamos assim, e na concepção pre-Gilberto Gil, de que se trata de organizar eventos simpáticos com artistas, inaugurar museus, promover eventos no teatro municipal, canalizar os impostos, com os quais empresas estão desgostosas, para financiar produtos culturais. Nada contra essa visão que é necessária e útil. Mas se trata aqui, de uma faceta apenas, e limitada, muito reminiscente de la culture, com sotaque francês, e de imortais maranhenses. Economicamente, é a cultura do mecenato, da generosidade, do verniz elegante de quem já acumulou. Há também uma visão mais popular, sem dúvida, mas igualmente estreita, que tem sido chamada de “indústria da cultura”, e que os americanos chamam de entertainment industry. Com a expansão do rádio, do cinema, da televisão e do 3G; com a penetração da TV em praticamente qualquer residência (95% dos lares têm TV no Brasil), com crianças assistindo, em média, 4,5 horas por dia; com o controle dos meios de comunicação pertencente, basicamente, a quatro grupos privados, gerou-se uma máquina de fornecimento de produtos culturais padronizados, de alguns pontos centrais para todo o País. É uma cultura de recepção, passiva e não-interativa, centrada na geração de comportamentos comerciais, já que o seu ciclo econômico passa pela publicidade, cujo financiamento, alias, sai do nosso bolso. O efeito é, por um lado, o consumismo obsessivo, vitimando, particularmente, as crianças; e, por outro lado, uma cultura apelativa, que trata, essencialmente, de manter a audiência, ainda que seja transformando crime em espetáculo. Trata-se, literalmente, da indústria do consumo, em que a cultura entra apenas como engodo. No conjunto, esta dinâmica gerou uma imensa passividade cultural. A criação, esta depende do criador entrar no seleto grupo que uma empresa irá apoiar, para virar, na melhor tradição do “jabá”, um sucesso. A cultura deixa de ser uma coisa que se faz, uma dimensão criativa de todas as facetas da nossa vida, e passa a ser uma coisa que se olha, sentado no sofá, publicidade de sofá incluída. A era da internet vem, naturalmente, transtornar o confortável universo dos latifundiários das ondas magnéticas, das editoras, dos diversos tipos de intermediários. Filmes simples, mas criativos, a partir de qualquer celular encontram enorme sucesso no YouTube; músicas alegres, tristes ou debochadas passam a circular no planeta sem precisar da aprovação de emissoras; artesãs do vale do Jequitinhonha, que vendiam artesanato a 10 reais para se espantarem ao saber que eram revendidas por R$150, passaram a furar os bloqueios dos atravessadores e a vender na internet. Livros que nunca estão disponíveis nas livrarias aparecem online, com muito mais leitores. Nas universidades, surge o OCW – Open Course Ware, que assegura ciência gratuita e dinamiza a pesquisa. É a desintermediação em marcha, fim do controle absoluto de quem não cria, mas fornece o suporte material para a criação, e se apropria do copyright em nome dos interesses do autor. E sempre o argumento de que estão ajudando o pobre autor. Na favela de Antares, no Rio de Janeiro, dotada de banda larga, os jovens plugados passam a fazer design e a prestar serviços informáticos diversos, o que lhes rende dinheiro, e fazem cultura por prazer e diversão. Nas cidades com acesso WiMax, banda larga sem fio, as crianças têm na ponta dos dedos acesso a criações científicas, lúdicas ou artísticas de qualquer parte do mundo, esbarram no inglês macarrônico mas suficiente, criam comunidades virtuais. De certa forma, a reapropriação dos canais de criação cultural pelas comunidades gera uma outra cultura, agora, sim, no sentido mais amplo. Uma comunidade periférica ou um município distante já não são isolados, ou inviáveis, como os classificam os economistas. O resgate da identidade cultural é central para um resgate muito mais amplo do sentimento de pertencer ao mundo que se transforma, de participar da criação do novo. E o desenvolvimento é apenas em parte uma questão de fatores materiais, de investimentos físicos. A atitude criativa está no centro do processo de desenvolvimento em geral. Estamos entrando na era da economia do conhecimento, e a cultura, longe de ser a cereja no bolo dos afortunados, passa a ser o articulador de novas identidades locais. *Ladislau Dowbor é formado em Economia Política pela Universidade de Lausanne, na Suíça; Doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, na Polônia (1976). Atualmente, é professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, e continua com o trabalho de consultoria para diversas agências das Nações Unidas, governos e municípios. Atua como conselheiro na Fundação Abrinq e no Instituto Polis, entre outras instituições. Fonte: www.dowbor.org
Escrito por Escola de Cidadania às 15h22
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Trabalho de Conclusão de Curso 
Com a presença do Professor Carlos Jr (Cazuza) da Universidade Federal, foi apresentado o processo para realizar o trabalho de conclusão de curso. PROPOSTA PARA O TCC Turma 2º Semestre 2011 1. Objetivo: 1.1 PLANO DE METAS visando eleições 2012. 2. Formatação: 2.1 Em grupos com cinco alunos 2.2 Agrupados por região de subprefeitura (se possível) 2.3 Cada grupo tratará das políticas públicas locais conforme abaixo, observando as prioridades da região abordada: · Educação · Saúde · Cultura · Moradia · Trabalho e renda · Transporte, mobilidade urbana · Direitos idosos, mulheres e crianças · Esportes e lazer · Infraestrutura · Outros 3. Fundamentação (veja os links ao lado) 3.1 Plano de metas atual (agenda 2012) 3.2 Indicadores sociais da Rede Nossa São Paulo 3.3 Programa Cidades Sustentáveis 4. DINÂMICA 4.1 Pesquisar no distrito/bairro definido quais metas que a população local reivindica e quer inseridas no “PLANO DE METAS” do próximo PREFEITO eleito. Para isso, articular com lideranças locais e montar um projeto conforme o tema abordado. 4.2 Formar uma rede de articulação, inclusive para elaborar e justificar o projeto. 5. APRESENTAÇÃO 5.1 Entregar até o Dia 12 de novembro de 2011 6. Orientadores 6.1 Orientarão os alunos na elaboração dos TCC: Professor Cazuza; Professor Waldir, Professor Alex, Pe Ticão e Luís França
Escrito por Escola de Cidadania às 22h47
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Para sua leitura
Os limites da ordem Boaventura de Sousa Santos As sociedades contemporâneas estão gerando um combustível altamente inflamável que flui nos subsolos da vida coletiva. Trata-se de um combustível constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância e o sequestro da democracia por elites privilegiadas, com a consequente transformação da política na administração do roubo “legal” dos cidadãos e do mal estar que provoca. Os violentos distúrbios ocorridos na Inglaterra não devem ser vistos como um fenômeno isolado. Eles representam um perturbador sinal dos tempos. Sem se dar conta, as sociedades contemporâneas estão gerando um combustível altamente inflamável que flui nos subsolos da vida coletiva. Quando chegam à superfície, podem provocar um incêndio social de proporções inimagináveis. Trata-se de um combustível constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância e o sequestro da democracia por elites privilegiadas, com a consequente transformação da política na administração do roubo “legal” dos cidadãos e do mal estar que provoca. Cada um destes componentes têm uma contradição interna: quando se superpõem, qualquer incidente pode provocar uma explosão. 1. Desigualdade e individualismo. Com o neoliberalismo, o aumento brutal da desigualdade social deixou de ser um problema para passar a ser uma solução. A ostentação dos ricos e dos multimilionários transformou-se na prova do êxito de um modelo social que só deixa miséria para a imensa maioria dos cidadãos, supostamente porque estes não esforçam o suficiente para ter sucesso na vida. Isso só foi possível com a conversão do individualismo em um valor absoluto, o qual, paradoxalmente, só pode ser experimentado como uma utopia da igualdade, a possibilidade de que todos prescindam igualmente da solidariedade social, seja como seus agentes, seja como seus beneficiários. Para o indivíduo assim concebido, a desigualdade unicamente é um problema quando ela é adversa a ele e, quando isso ocorre, nunca é reconhecida como merecida. 2. Mercantilização da vida. A sociedade de consumo consiste na substituição das relações entre pessoas pelas relações entre pessoas e coisas. Os objetos de consumo deixam de satisfazer necessidades para criá-las incessantemente e o investimento pessoal neles é tão intenso quando se tem como quando não se tem. Os centros comerciais são a visão espectral de uma rede de relações sociais que começa e termina nos objetos. O capital, com sua sede infinita de lucros, submeteu à lógica mercantil bens que sempre pensamos que eram demasiado comuns (como a água e o ar) ou demasiado pessoais (a intimidade e as convicções políticas) para serem comercializados no mercado. Entre acreditar que o dinheiro media tudo e acreditar que se pode fazer tudo para obtê-lo há um passo muito menor do que se pensa. Os poderosos dão esse passo todos os dias sem que nada ocorra a eles. Os despossuídos, que pensam que podem fazer o mesmo, terminam nas prisões.
3. O racismo da tolerância. Os distúrbios na Inglaterra começaram com uma dimensão racial. O mesmo ocorreu em 1981 e nos distúrbios que sacudiram a França em 2005. Não é uma coincidência: são irrupções da sociabilidade colonial que continua dominando nossas sociedades, décadas depois do fim do colonialismo político. O racismo é apenas um componente, já que em todos os distúrbios mencionados participaram jovens de diversos grupos étnicos. Mas é importante, porque reúne a exclusão social com um elemento de insondável corrosão da autoestima, a inferioridade do ser agravada pela inferioridade do ter. Em nossas cidades, um jovem negro vive cotidianamente sob uma suspeita social que existe independentemente do que ele ou ela seja ou faça. E esta suspeita é muito mais virulenta quando se produz em uma sociedade distraída pelas políticas oficiais de luta contra a discriminação e pela fachada do multiculturalismo e da benevolência da tolerância. 4. O sequestro da democracia. O que há em comum entre os distúrbios na Inglaterra e a destruição do bem estar dos cidadãos provocada pelas políticas de austeridade dirigidas pelas agências classificadoras e os mercados financeiros? Ambos são sinais das extremas limitações da ordem democrática. Os jovens rebeldes cometeram delitos, mas não estamos frente a uma “pura e simples” delinquência, como afirmou o primeiro ministro David Cameron. Estamos frente a uma denúncia política violenta de um modelo social e político que tem recursos para resgatar os bancos, mas não para resgatar os jovens de uma vida de espera sem esperança, do pesadelo de uma educação cada vez mais cara e irrelevante dado o aumento do desemprego, do completo abandono em comunidades que as políticas públicas antissociais transformaram em campos de treinamento da raiva, da anomia e da rebelião. Entre o poder neoliberal instalado e os rebeldes urbanos há uma simetria perturbadora. A indiferença social, a arrogância, a distribuição injusta dos sacrifícios estão semeando o caos, a violência e o medo, e aqueles que estão realizando essa semeadura vão dizer amanhã, genuinamente ofendidos, que o que eles semearam nada tinha a ver com o caos, a violência e o medo instalados nas ruas de nossas cidades. Os que promovem a desordem estão no poder e poderiam ser imitados por aqueles que não têm poder para colocá-los em ordem. (*): Boaventura de Sousa Santos, Doutor em Sociologia do Direito; professor nas universidades de Coimbra (Portugal) e Wisconsin (EUA). (**) Traduzido por Katarina Peixoto da versão em espanhol publicada no jornal Página/12. (Agosto 2011)
Escrito por Escola de Cidadania às 10h51
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INDICAÇÃO DE LIVRO A ESCOLA DE CIDADANIA sugere a leitura do livro "Política para não ser idiota" (Editora: Papirus, ano: 2010) de Mário Sérgio Cortella e Ranato Janine Ribeiro. Você poderá adquirir este e outros livros pelo site da ESTANTE VIRTUAL (link ao lado).
Escrito por Escola de Cidadania às 10h38
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AGENDA
1. Movimento por Creches na Zona Leste: Dia 5 de Outubro, Quarta-feira às 9 horas, no Salão da Igreja Nossa Senhora do Carmo, no CIFA – Rua Flores do Piaui, 170 - Itaquera 2. Universidade Federal da Zona Leste: A solução da desapropriação do TERRENO depende do PREFEITO KASSAB que estamos convidando para o dia de São Francisco, 4 de Outubro de 2011, Terça-feira às 19h30 (Rua Miguel Rachid, 997 - Ermelino Matarazzo) para dar uma resposta da solução final do Terreno e assim ceder o TERRENO para a UNIVERSIDADE FEDERAL DA ZONA LESTE. 3. Movimento de Moradia da Zona Leste: Reunião do Movimento de Moradia: 31 de Agosto, quarta-feira às 19h30 no Salão da Igreja de São Miguel, Praça Padre Aleixo Mafra. Falar com Neto: 9988.1869. 3. Movimento de Saúde na Zona Leste: Reunião dia 06 de outubro às 9h no auditório do Hospital de Ermelino Matarazzo sobre ampliação do CAPS na Zona Leste e Centros de Recuperação. Informações: Beti I: 2545.2249; Nininha: 2541.5770; Fernando; Alberto; Manoel: 2547.5514; Bete II: 2943.6551; Zildeti; Rose e Jaqueline. O Projeto SAMARITANO, Centro Social São Francisco da Zona Leste, na Rua Rainha do Bosque, Santa Inês, voltou a funcionar. Fale com a Beti: 2545.2249. Seja voluntário na CASA DO SAMARITANO. 5. Movimento pelo FIM DAS ENCHENTES na Zona Leste e Alto Tietê: 02 de Setembro às 9h30 Local: ao lado da Ponte do Córrego, na Marecha Tito - Itaim Paulista, Av. Marechal Tito, altura do número 5.845, Zona Leste, Itaim Paulista. 06 de Setembro às 9h30 horas, Reunião na Comunidade Aymoré. Local:Rua Coaracy, 470, ao lado do Campo de Futebol, na Casa do Sr. Bico Fino. 6. Movimento das Famílias dos Deficientes por MORADIA na Cidade-SP Dia: 25 de Agosto de 2011, quinta-feira às 9h30 na Caixa Econômica Federal, na Praça da Sé.. Falar com a Sra. Sandra Reis, 3113.9672 7. CONFERÊNCIA LIVRE DE CULTURA DA Zona leste. AGENDA com os representes dos três poderes da área da cultura. Dia 17 setembro às 9h30, convidado Secretário Estadual de Cultura, Sr Andrea Matarazzo; Dia 19 de outubro às 9h30 Ministra de Cultura Sra Ana de Hollanda; Dia 12 de novembro às 9h30 Secretario Municipal Carlos Calil A Conferência Livre de Cultura, dia 10 de dezembro de 2011. Local ainda à definir. Informações: falar com Tião Soares e Julio. E-mail: nossazonaleste.gtcultura@gmail.com 8. Movimento dos IDOSOS DA ZONA LESTE. Reuniões mensais no CRI de São Miguel, sempre na última QUARTA-FEIRA do Mês às 14 horas. Próxima reunião dia31 de Agosto , quarta-feira às 14h:no CRI, Centro de Referência de São Miguel, Praça de São Vídeo muito interessante sobre a TERCEIRA IDADE: http://vodpod.com/watch/2206086-ntegra-a-utopia-da-melhor-idade-cpfl-cultura
Escrito por Escola de Cidadania às 10h32
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AULA DESTA SEXTA-FEIRA, dia 19 de AGOSTO
Adiada presença do Ministro Fernando Haddad na Escola de Cidadania. Nesta sexta-feira estava programada na grade da ESCOLA DE CIDADANIA a presença do Ministro Fernando Haddad. Por motivos de agenda alheios à Escola e também ao Ministro, a ESCOLA optou por adiar a data da vinda dele, que será informada aqui no blog. Hoje, teremos a aula com ênfase na CONSTRUÇÃO SOCIAL e ainda a apresentação do TCC (trabalho de conclusão de curso) Nesta sexta-feira teremos aula com o Professor Carlos Francisco dos Santos Junior (Cazuza) que apresentará o tema REALIDADE SOCIO ECONOMICA E POLITICA BRASILEIRA, com ênfase em construção social. Professor Cazuza ministra aulas de livre docência pela Universidade Federal de São Paulo com o tema proposto e que será apresentado no encontro desta sexta-feira. Também, ele será responsável pelo TCC (trabalho de conclusão de curso) aos inscritos na UNIFESP. Assim, no encontro de hoje, apresentará a proposta definida para os trabalhos. LUIS FRANÇA
Escrito por Escola de Cidadania às 19h57
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